O Brasil deve ter, em aproximadamente seis meses, o primeiro fitoterápico industrializado desenvolvido a partir da planta conhecida como quebra-pedra disponível para uso no Sistema Único de Saúde (SUS).
O medicamento será produzido a partir da espécie Phyllanthus niruri, tradicionalmente utilizada no auxílio ao tratamento de distúrbios urinários.
A iniciativa combina pesquisa científica com saberes tradicionais de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares. O projeto segue a legislação brasileira que regula o acesso a esses conhecimentos e prevê repartição justa de benefícios.
Conhecimento tradicional
O fitoterápico feito com a planta é resultado do uso tradicional da quebra-pedra, que ficou popular em diferentes regiões do país. A partir de estudos feitos com diversas comunidades, entendeu-se que o medicamento poderia ser incorporado no SUS sem riscos graves.
A proposta é transformar um uso popular consolidado em um medicamento com padrão farmacêutico, controle de qualidade e comprovação científica.
Esse modelo também cria um precedente para novos projetos baseados na biodiversidade brasileira, com respeito às normas ambientais e sanitárias.
